terça-feira, 3 de julho de 2018

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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Tomemos Cuidado


Tomemos Cuidado

Há mais um ponto que o leitor deveria considerar com respeito a toda esta questão. Este tipo de ensino frequentemente manifesta-se num contexto de um hospedeiro de outras más doutrinas. Aqueles que geralmente ensinam que a Igreja deva passar pela tribulação muito frequentemente não são claros quanto à eterna segurança do crente. Muitos não aceitam o lugar dado por Deus às mulheres na Igreja. Nem entendem a verdade da Igreja e de um só corpo como sendo o terreno de comunhão para todos os Cristãos, etc. Perguntamos, “Deveríamos confiar no ensino de alguns neste ponto [de se a Igreja irá passar pela tribulação] quando eles são tão frequentemente distorcidos sobre muitas outras doutrinas Bíblicas?” Certamente isso deveria ser um aviso para nós tomarmos cuidado. Especialmente porque a luz das Escrituras que temos nos ocupado no mostra que a Igreja não irá passar pela tribulação.
Vamos agir assim; “ponde tudo à prova, retende o que é bom [o correto – JND](1 Ts 5:21 - TB).

A Ideia do Arrebatamento Parcial


A Ideia do Arrebatamento Parcial

Embora alguns Cristãos acreditem na ideia de um Arrebatamento parcial, isso é tão absurdo que não é necessário que comentemos sobre isto. Poderíamos imaginar o Senhor levando só uma parte de Sua noiva para o céu? O que faria no céu com metade de uma noiva? Como poderia acontecer as bodas do Cordeiro com a presença de só metade da noiva? De qualquer forma, que Escritura existe para isto?

3) Mateus 24:29-31


3) Mateus 24:29-31

Outra Escritura que é usada está em Mateus 24:29-31. “E, logo depois da aflição daqueles dias, o Sol escurecerá, e a Lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” É ensinado que a vinda do Senhor nesta passagem se refere ao Arrebatamento. Consequentemente, eles estabelecem o tempo do Arrebatamento como sendo “imediatamente após a tribulação”. Eles concluem que a Igreja, portanto, deverá ter que passar pela tribulação.
O problema aqui é que os que têm esta ideia claramente não entendem a distinção entre o Arrebatamento e a Aparição de Cristo.
Primeiro de tudo, na Bíblia a vinda do Filho do Homem nunca é mencionada como sendo o Arrebatamento. O Arrebatamento é a vinda do Senhor para os Seus e a vinda do Filho do Homem é a vinda do Senhor com os Seus em Sua Aparição. O Arrebatamento é um mistério que não era conhecido até que foi revelado pelo apóstolo Paulo (1 Co 15:51-52). A vinda do Filho do Homem é algo que era conhecido pelos santos do Velho Testamento porque os profetas falaram disto (Dn 7:13-14). O Filho do Homem é um título que o Senhor toma quando vier para julgar o mundo. No Arrebatamento o Senhor não está vindo para julgar o mundo, mas para levar Sua noiva ao céu. O fato de que o título de Filho do Homem ser usado em Mateus 24:29-31 deve mostrar que Sua vinda, nessa passagem, não era o Arrebatamento.
Em segundo, no Arrebatamento o Senhor não envia Seus anjos para ajuntar Seus santos [a noiva] como falam estes versículos; Ele próprio vem para tomar Sua Igreja para Si mesmo (1 Ts 4:16; 2 Ts 2:1).
Em terceiro, a trombeta soada aqui não é a trombeta de Deus que é citada no Arrebatamento, mas a de Is 27:13; Sl 81:3, etc.
Por último, os eleitos aqui não são a Igreja, mas os eleitos de Israel (Mt 24:24; Is 45:4, 65:9; Ap 7:1-8; Rm 11:28, etc.).

2) Apocalipse 11:15


2) Apocalipse 11:15

Outra Escritura alegada para provar que a Igreja deva passar pela tribulação é Apocalipse 11:15. “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre.” Este versículo mostra que quando a sétima e última trombeta tocar no fim da tribulação, o Senhor aparecerá e tomará posse dos reinos deste mundo por meio de julgamento. A suposição é de que “a sétima trombeta” é a que é falada no Arrebatamento (1 Ts 4:15-18; 1 Co 15:51-52). Portanto, a Igreja estará na Terra para passar pelos juízos da tribulação (Ap 6-11) precedendo a sétima trombeta. É ensinado que a Igreja será levada para encontrar o Senhor nos ares, assim que Ele vem do céu para julgar o mundo.
Esta interpretação é muito problemática, porque a Palavra de Deus ensina que uma série de coisas deve acontecer desde o tempo em que a Igreja é levada para o céu até quando o Senhor voltar para julgar o mundo, como Apocalipse 11:15 mostra. Seria impossível de elas acontecerem no curto momento que esta interpretação permite. Após tomar Seu povo para o céu no Arrebatamento, o Senhor irá fazê-los sentar à Sua mesa onde os servirá com gozo e felicidade celestial indizível (Lc 12:37). Então o trono de julgamento de Cristo será estabelecido e a vida dos crentes irá passar em revisão e eles serão galardoados (2 Co 5:10 etc.). Os santos também terão um tempo de louvar a Deus e o Senhor Jesus Cristo em volta do trono no céu. Neste momento eles depositarão suas coroas aos Seus pés em humilde adoração a Ele (Ap 4-5). Então, terá lugar as bodas do Cordeiro, seguida pela ceia que encerrará as bodas (Ap 19:7-9). Essas coisas todas devem ter lugar depois de o Senhor levar Seu povo para o céu no Arrebatamento e antes de Ele retornar em Sua Aparição, quando julgará o mundo. Não seria possível acontecer estas coisas se os santos fossem levados aos ares e, então, imediatamente trazidos de volta com o Senhor em Sua Aparição.

1) 2 Tessalonicenses 2:2-3


1) 2 Tessalonicenses 2:2-3

“Não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição”. Isto tem sido interpretado como significando que o dia do Senhor vindo para Sua Igreja [o Arrebatamento], não se dará até que o anticristo e a grande apostasia na tribulação tenham se manifestado.
Isto é um erro por duas razões. Primeiro, é um grande engano supor que “o dia do Senhor” é o Arrebatamento. A Escritura não diz assim. Há pelo menos 20 principais referências ao “dia do Senhor” na Palavra de Deus. Algumas delas se referem ao seu começo na Aparição de Cristo (2 Ts 2:2; 2 Pe 3:10; 1 Ts 5:2, etc.). Outras referências são uma advertência de ele estar “perto.” Sinalizado pelo ataque do Rei do Norte, o que acontecerá logo antes do seu começo (Jl 1:15, 2:11; Sf 1:7-20; Zc 14:1-2, etc.). Mas nenhuma delas se refere ao “dia do Senhor” como sendo o Arrebatamento! É uma presunção falar assim e isto deriva de não se pesquisar a Escritura cuidadosamente (At 17:11).
O “dia do Senhor” é o dia de julgamento que começa na Aparição de Cristo, aproximadamente sete anos depois do Arrebatamento, no final da tribulação. É o tempo quando Cristo irá publicamente intervir nos caminhos do homem na Terra, afirmando Seu poder universal e autoridade sobre o céu e a Terra. Irá se estender por 1.000 anos (2 Pe 3:8-10), isto é, pelo Milênio. O Arrebatamento, entretanto, nunca é visto como um dia de julgamento, mas antes, o tempo quando o Noivo e a noiva são alegremente unidos.
Agora com este entendimento sobre “o dia do Senhor,” podemos ver que o apóstolo Paulo estava dizendo em 2 Ts 2:2-3. Ele mostra aos Tessalonicenses que “o dia do Senhor” não poderia estar próximo deles, pois o anticristo e a grande apostasia tinham que acontecer antes. Paulo não está nem mesmo falando do Arrebatamento neste versículo.
É muito surpreendente o quanto este versículo é aplicável aos nossos dias embora tenha sido escrito há quase 2.000 anos. Falsos mestres estão novamente em ação propondo o mesmo mal que estava aborrecendo os Tessalonicenses. E estão usando os mesmos três métodos que tinham sido usados nos dias de Paulo!
Primeiro, “por espírito” (v. 2); os falsos mestres reivindicavam que tinham recebido uma revelação espiritual dada a eles.
Segundo, “por palavra” (v. 2); estavam aplicando erradamente a Escritura do Antigo Testamento para apoiar seus ensinamentos.
Por último, “por epístola, como que de nós” (v. 2); isto é, eles, na realidade, tinham ido tão longe a ponto de produzir uma epístola com suas ideias errôneas nela e reivindicando que eram de Paulo.
Assim é hoje, os que ensinam essas doutrinas erradas também reivindicam que receberam isso por meio de alguma revelação especial de Deus. Estão também tentando usar as Escrituras para apoiar suas ideias e estão usando o ministério de Paulo [tal como 2 Ts 2:2-3] e ensinando que Paulo ensinava que a Igreja deveria passar pela tribulação. Isto em princípio, é o mesmo que aqueles mestres daquele tempo fizeram; usar o nome de Paulo e colocá-lo em seus falsos ensinamentos. Tentam fazê-lo dizer algo que Paulo nunca disse. Esta é a razão de ele mencionar no final de sua epístola, que ele escreveu a saudação de próprio punho, assim nenhum engano poderia ocorrer (2 Ts 3:17).
A outra razão porque essa aplicação é errônea, é que ela destrói a iminência da vinda do Senhor. A vinda do Senhor [o Arrebatamento] está sempre presente na Escritura como algo que poderia acontecer a qualquer momento. Os que pensam que a Igreja deva passar pela tribulação zombam da ideia de que Ele poderia vir hoje, porque pensam que isto é uma violação direta de sua interpretação de 2 Ts 2:2-3. Entretanto, Paulo e os outros apóstolos encorajavam os santos da época a aguardar a vinda do Senhor! Eles se esforçavam para colocar a proximidade da vinda do Senhor diante da Igreja de modo que isto seria uma esperança presente. Estão essas pessoas dizendo que os apóstolos estavam errados em fazer isso? Paulo disse, “Mas a nossa cidade [ou cidadania] está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso” (Fl 3:20-21). Ele também disse, “Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará” (Hb 10:37). “Porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado.” (Rm 13:11-12) “Isto, porém, vos digo, irmãos: que o tempo se abrevia” (1 Co 7:29). “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares” (1 Ts 4:16-17). Neste último versículo, Paulo se coloca entre os que estão esperando pela vinda do Senhor, quando diz “nós” [Veja também 1 Co 15:51-52 – “nós”]. Isso era algo que ele esperava mesmo naqueles dias do início da Igreja. Tiago também, disse, “Porque a vinda do Senhor está próxima.” (Tg 5:8) Pedro disse, “Eis que já está próximo o fim de todas as coisas” (1 Pe 4:7). João disse, “Filhinhos, é já a última hora” (1 Jo 2:18). Isto mostra que os apóstolos ministraram de um tal modo que colocavam, diante deles, a vinda do Senhor como algo que poderia ocorrer durante o tempo de suas próprias vidas.
Ensinar que alguns eventos devam acontecer antes que o Senhor venha, tais como, a ascensão do anticristo e os horrores da tribulação, seria uma direta contradição aos ensinos dos apóstolos. Destruiria a iminência da “bendita esperança” (Tt 2:13 - ARA). Certamente a Escritura não ensinaria algo em um lugar e contradiria isso em qualquer outro lugar.
Tirando essa “bendita esperança” da Igreja irá fazer com que nos acomodemos neste mundo. Isto é exatamente o que acontece numa grande medida. É essencialmente dizer, “O meu Senhor tarde virá” (Mt 24:48). Por esta mesma razão, o próprio Senhor Jesus nunca nos disse quando iria retornar. Mas disse, “Certamente cedo venho” (Ap 22:20).
O teste para todo ministério é, “Ele ocupa o coração com Cristo?” Esse tipo de ensino errôneo faz qualquer coisa, menos isto! Ao invés de esperar pela vinda de Cristo, leva os santos a esperar pelas coisas em volta no mundo – pelo anticristo, etc. A Igreja é para estar esperando a vinda de Cristo, não a vinda do anticristo.

Três Escrituras Usadas Para Dar Suporte ao Erro de que a Igreja Irá Passar Pela Tribulação


Três Escrituras Usadas Para Dar Suporte ao Erro de que a Igreja Irá Passar Pela Tribulação

Num esforço de ser de ajuda para alguém que ainda possa ter tido dificuldade neste ponto, selecionamos três principais Escrituras que têm levado alguns a crer erroneamente que a Igreja irá passar pela tribulação. Em cada uma dessas passagens nosso desejo é mostrar, com a ajuda do Senhor, como o erro ocorreu e qual o verdadeiro significado da passagem. Cremos que a maior parte da confusão sobre este ponto tem se originado de Cristãos que leram as Escrituras sem cuidado e sem estar em oração. São estes os exemplos:

18) O Julgamento de Jericó (Js 2-6)


18) O Julgamento de Jericó (Js 2-6)

A sentença do juízo foi pronunciada sobre Jericó e o povo de Canaã (Êx 23:27). Antes do juízo ter caído sobre aquela cidade, Deus proveu um meio de proteção no “cordão de fio de escarlate” para todos os que tinham fé (Js 2). Isto tipicamente prediz a história do juízo prestes a cair neste culpado e condenado mundo (At 17:31; 2 Ts 1:7-9). Deus em misericórdia proveu um abrigo para todos sob o sangue de Cristo. No capítulo 6 o juízo caiu sobre Jericó como foi avisado. Mas antes disto ter acontecido, Josué colocou um fim na jornada dos filhos de Israel pelo deserto, trazendo-os para a terra prometida a eles (Js 3-5). Antes de cair o juízo neste mundo, o Senhor Jesus Cristo, como Josué, irá encerrar a longa jornada da Igreja por este mundo, chamando-os para a Canaã celestial. É notável que o juízo de Jericó tenha acontecido na época da colheita (Js 3:15). O juízo deste mundo é também chamado de colheita (Mt 13:39-42; Ap 14:15-20; Jl 3:9-16).
Há outra figura na história da queda de Jericó que também mostra esta mesma verdade. Houve um alarido (Js 16) que aconteceu antes de as paredes de Jericó caírem abaixo. Isto nos lembra o alarido que a Igreja está esperando quando o Senhor vier (1 Ts 4:15-18). Mas note outra vez, o alarido aconteceu antes da cidade ser julgada, da mesma maneira que o alarido no Arrebatamento acontecerá antes do juízo deste mundo.

17) Moisés e Zípora (Êx 1-12)


17) Moisés e Zípora (Êx 1-12)

Moisés é outro tipo do Senhor Jesus Cristo. Ele foi o libertador apontado por Deus para os filhos de Israel que estavam, naquele tempo, sob a tirana escravidão do Faraó no Egito (Êx 3:10; At 7:35). Faraó, o rei do Egito, é um tipo de Satanás, o deus e príncipe deste mundo. Moisés compadeceu-se de seu povo e desejou que eles fossem libertados. Quando veio a eles, feriu um dos egípcios opressores, mostrando seu desejo de vencer seus inimigos e livrá-los da escravidão. Mas seus esforços foram mal interpretados pelos seus irmãos que disseram, “Quem te pôs por príncipe e juiz sobre nós?” (At 7:35 - ARA; Êx 2:14) Consequentemente, eles o rejeitaram. Quanto isto é exatamente igual ao que aconteceu com o Senhor Jesus quando veio para libertar Seu povo [os Judeus] do poder do pecado e de Satanás. Eles o rejeitaram também, dizendo, “não queremos que Este reine sobre nós” (Lc 19:14; Jo 1:11).
Sendo rejeitado, Moisés fugiu de seu povo para a terra de Midiã (Êx 2:11-4:19). Nesse tempo de separação de seus irmãos, ele recebeu uma esposa gentia – Zípora (Êx 2:21). Ela é outro tipo da Igreja sendo hoje trazida de entre o mundo gentio pelo evangelho. Zípora gerou um filho a Moisés e eles lhe deram o nome de Gerson, que significa “um estrangeiro aqui”. Isto fala do caráter que a Igreja deveria ter neste mundo como peregrina e estrangeira (1 Pe 2:11).
O ponto que precisamos ver é o de que Moisés recebeu sua esposa gentia antes dos juízos [dez pragas] começarem a cair sobre o Egito. Assim Cristo terá sua noiva [a Igreja] Consigo em glória antes dos juízos da tribulação serem derramados sobre este mundo.
Depois de muitos anos, Deus enviou Moisés de volta aos filhos de Israel, os quais estavam ainda contendendo sob seus opressores gentios [um tipo do tempo dos gentios – Lc 21:24] (Êx 3:10, 4:19). Moisés retornou à terra do Egito e começou a mostrar-se aos seus irmãos que o tinham anteriormente rejeitado. Isto é uma indicação do Senhor retomando Seus tratamentos com a nação de Israel após Ele ter levado a Igreja para estar com Ele no céu. Quando Moisés retornou a seus irmãos no Egito, Deus começou a derramar juízo sobre aquela terra na forma das dez pragas (Êx 7-12:36). Deus miraculosamente preservou Israel no meio de todos os juízos que se tornaram sinais de confirmação a eles de que Deus estava agindo a favor deles (Sl 78:43, 105:27; Êx 7:3, 8:22-23). Isto fala de como Deus preservará o remanescente de Israel durante a tribulação. Mas onde estava Zípora durante todos os juízos que caíram sobre o Egito? Ela não estava na terra! Moisés a tinha enviado de volta para a terra de Midiã antes dos juízos virem de Deus (Êx 18:1-2). Ela não é mencionada uma única vez durante as pragas. Ela não aparece em cena até depois de todos os juízos terem caído sobre o Egito e os filhos de Israel serem libertados. Isto mostra que a Igreja não estará na Terra quando a tribulação começar. Eles não verão parte alguma disso. A Igreja não aparecerá publicamente até que a tribulação acabe, quando o Senhor vier para manifestar Sua noiva a um mundo em admiração (2 Ts 1:10).

16) José e Asenate (Gn 37-50)


16) José e Asenate (Gn 37-50)

José (ou Zafenate-Panéia, que significa “Salvador do mundo” ver nota em Gn 41:45) é outro tipo bem conhecido do Senhor Jesus Cristo. Ele foi rejeitado por Seus irmãos, que tipificam a nação Judaica (Gn 37) e levado para fora do país entre os gentios (Gn 39-41). Depois que foi levado ao Egito [entre os gentios], houve um período de fartura naquele país seguido por um tempo de fome. O tempo de fartura corresponde à presente dispensação da graça. O tempo de fome corresponde à tribulação vindoura que cairá sobre o mundo. É interessante notar que enquanto José estava apartado de seus irmãos [figura dos Judeus], ele recebeu uma noiva gentia – Asenate (Gn 41:45). Ele a teve no tempo de fartura antes do período de fome! Ela é um tipo da Igreja. Foi trazida à sua casa para dividir sua posição real no trono do Egito antes do tempo de fome começar. Assim também a Igreja será trazida ao lar em glória antes que o tempo de tribulação venha. Durante o tempo de fome José trabalhou para restaurar seus irmãos para si próprio (Gn 42-45). Assim Cristo irá tratar com Israel na tribulação para restaurá-los para Si. Primeiramente os 10 irmãos de José [que são típicos do remanescente Judeu] que eram culpados de rejeitá-lo, foram restaurados para ele (Gn 45:1-15); então toda a família foi trazida e reunida com ele (típico das tribos perdidas de Israel] (Gn 46). Esta é a mesma ordem em profecia.

15) Léia e Raquel (Gênesis 28-30)


15) Léia e Raquel (Gênesis 28-30)

Jacó enviado por seu pai, é uma figura de Deus o Pai enviando Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo a este mundo (1 Jo 4:14). Jacó saiu da casa do pai por duas razões; primeiro, devido ao pecado (Gn 27; Hb 9:26) e para conseguir uma noiva para si mesmo (Gn 28:15; Ef 5:25). Quando Jacó veio ao distante país, viu Raquel no campo [que é um tipo de Israel] e desejou tê-la por sua esposa. Por amor a ela, Jacó concordou em comprá-la por meio de seu próprio esforço pessoal. Isto é uma figura da obra e esforço que o Senhor Jesus Cristo iria cumprir na cruz, para que Ele pudesse ter Seu coração satisfeito em ter uma noiva. Quando chegou o tempo para Jacó receber Raquel, Labão traiçoeiramente o enganou e assim ele não a teve. Foi-lhe dada Léia no lugar de Raquel. Léia é um tipo da Igreja. Deus permitiu que isto acontecesse a Jacó para que pudéssemos ter esta maravilhosa prefiguração de Seus caminhos com Israel e com a Igreja. Isto nos conta a história dos caminhos dispensacionais de Deus: Enquanto Israel não fosse trazido, Deus deu a Igreja a Seu Filho, em lugar de Israel, para que Ele pudesse ter uma noiva. Depois que Léia foi dada a Jacó, ele mais tarde recebeu Raquel. Isso aponta para o tempo quando Deus irá completar Sua obra entre os gentios (At 15:14) chamando a Igreja. Então, Ele irá começar uma obra novamente para trazer Israel a Seu Filho, para que Ele possa ter novamente Sua noiva terrena (Os 2:6-17; Is 62:4-5).
Assim, Jacó tinha duas noivas: Léia [típico da Igreja] foi recebida primeiro, embora ele tenha tentado primeiro ganhar Raquel [típico de Israel]. Enquanto o ventre de Léia estava fértil e sendo frutífero, gerando filhos, o ventre de Raquel estava estéril (Gn 29:31). Isto fala dos dias atuais. Enquanto a Igreja tem gerado filhos para Deus, Israel tem estado estéril (Is 54:1; Os 3:4; Mt 21:19-21).
O ponto para vermos nisto é que Léia teve ao todos os sete [um número que significa algo completo] de seus filhos antes que Raquel começasse o trabalho de parto de seus filhos (Gn 30:22, 35:16). O trabalho de parto de Raquel é uma figura das provas futuras de Israel na tribulação (Is 66:7-8; Jr 30:6-7; Mq 4:9-10, 5:3; 1 Ts 5:3). Léia parou de gerar antes dos trabalhos de parto de Raquel começarem! [Admiramo-nos da acurácia maravilhosa desses tipos – Sl 119:161] A Igreja terminará também seu curso e história frutíferos neste mundo, antes que Israel [de fato os Judeus] passe às suas dores de parto na tribulação.

14) Abraão e Ló (Gênesis 18-19)


14) Abraão e Ló (Gênesis 18-19)

Abraão, vivendo na montanha gozando de comunhão com Deus, é uma figura do crente com mente celestial vivendo em comunhão com Deus. Ló, absorvido pelas coisas de Sodoma, é uma figura do crente com mente terrena, vivendo para os interesses do mundo. Deus estava prestes a derramar juízo sobre Sodoma, mas Ele não iria fazer isso até que Ló fosse antes tirado para fora dela. O anjo disse a ele, “Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, enquanto não tiveres ali chegado.” (Gn 19:22) Um juízo está semelhantemente vindo sobre o mundo. Irá acontecer na tribulação e Deus não permitirá que nenhum golpe seja desferido até que Ele tenha primeiro tirado todo verdadeiro crente para fora; do mesmo modo que Ele tirou Ló [um verdadeiro crente – 2 Pe 2:7-8] fora de Sodoma antes dela ser julgada.

13) Enoque e Noé (Gênesis 5:21-9:17)


13) Enoque e Noé (Gênesis 5:21-9:17)

Enoque é um tipo bem conhecido da Igreja. Ele andou em comunhão com Deus e advertiu o mundo sobre o juízo vindouro (Jd 14-15). Enoque distinguiu-se dentre os Patriarcas por não ter visto a morte. Ao contrário, foi trasladado vivo para o céu. Ele é uma figura da Igreja que irá um dia ser levada para o céu na vinda do Senhor. Enoque foi trasladado ao céu antes de o dilúvio do juízo de Deus ter caído sobre a Terra. Só depois de ele ter sido levado ao céu que Deus trouxe o dilúvio sobre o mundo. O dilúvio é uma prefiguração do juízo que virá sobre o mundo na tribulação (3 Pe 3:3-10; Lc 17:26-27). Noé e sua família que passaram pelo dilúvio na arca, são uma figura do remanescente Judeus poupado que será preservado por Deus na tribulação.

Os Tipos na Escritura Confirmam que a Igreja não Passará Pela Tribulação


Os Tipos na Escritura Confirmam que a Igreja não Passará Pela Tribulação

Há também muitos tipos no Velho Testamento que ensinam a verdade da Igreja sendo tirada do mundo antes do período da tribulação começar. Ensinar de outra maneira corrompe estas maravilhosas figuras. Acrescentamos agora alguns desses tipos para confirmar esta verdade.

12) O Fato de que o Evangelho da Graça de Deus Não Será Pregado na Tribulação Mostra Que o Arrebatamento Já Terá Ocorrido


12) O Fato de que o Evangelho da Graça de Deus Não Será Pregado na Tribulação Mostra Que o Arrebatamento Já Terá Ocorrido

O caráter “do evangelho da graça de Deus” (At 20:24) agora pregado e “o evangelho do Reino” (Mt 4:23) que será pregado por aqueles na tribulação é inteiramente diferente, São dois evangelhos distintos pregados para dois propósitos diferentes. O evangelho da graça de Deus chama pessoas para o céu; o evangelho do Reino chama pessoas para as bênçãos sobre a Terra. O evangelho pregado hoje anuncia uma esperança, chamado e destino celestiais para aqueles que creem (Cl 1:5; 1 Pe 1:4; Fp 3:20; 2 Co 5:1-2; Hb 3:1). O evangelho do Reino, que será pregado na tribulação, anuncia uma bênção terrena sob o reinado de Cristo no Milênio (Mt 24:14; Sl 96). Este evangelho anuncia as boas novas que o Reino prometeu no Antigo Testamento (2 Sm 7:16; Dn 2:44-45, 7:9-27) que está para ser estabelecido; aqueles que recebem o Rei em fé irão ter parte nas suas bênçãos. Foi primeiro pregado por João Batista na primeira vinda de Cristo (Mt 3:1-2). O Senhor e Seus discípulos também o pregaram (Mt 4:23, 10:7). A pregação deles era chamar as nações a se arrependerem e assim ficariam num estado apropriado para receberem o Rei. Se O tivessem recebido, Ele teria estabelecido o reino como prometido pelos Profetas do Antigo Testamento. Mas tristemente, Israel rejeitou seu Rei e assim perdeu a oportunidade de ter o reino estabelecido em todo o seu poder e exibição. Quando Israel rejeitou seu Rei, o evangelho do Reino não foi mais anunciado porque o reino não estava mais sendo oferecido a eles. Ao invés disso, Deus enviou o evangelho de Sua graça ao mundo gentio para chamar dentre eles um povo para o Seu Nome (Atos 13:44-48, 15:14; Rm 11:11). Este evangelho ainda está sendo pregado hoje.
O evangelho do Reino será pregado novamente pelo remanescente Judeu piedoso após a Igreja ser chamada ao céu. Nesse tempo, Deus retomará Seus tratamentos com Israel de onde parou há quase 2.000 anos. Israel será salvo [isto é, um remanescente entre eles – Rm 9:6-8, 11:26-27] naquele dia e o reino será introduzido em poder (Ap 11:15).
O ponto que precisamos ver é este: não há menção do evangelho da graça de Deus sendo pregado na tribulação. Isto porque esse evangelho chama crentes para serem parte da Igreja e a Igreja não estará na tribulação. O Arrebatamento, que é o modo como o crente desse evangelho é transportado para seu lugar celestial com Cristo, terá já acontecido. Portanto o evangelho não será pregado.
Deus certamente não enviará dois diferentes evangelhos ao mesmo tempo. Isto seria confusão e iria confundir a chamada celestial com a chamada terrena com suas respectivas esperanças e destinos. Se realmente entendermos o evangelho da graça de Deus que está sendo pregado hoje, iremos compreender que é impossível ter a Igreja e o remanescente Judeu piedoso no período da tribulação ao mesmo tempo. A Bíblia nos diz que há atualmente três distinções entre os homens sobre a Terra; os Judeus, os gentios e a Igreja de Deus (1 Co 10:32). Também nos diz que os que creem no evangelho da graça de Deus são tirados dentre os Judeus e dos gentios e colocados juntos em uma nova e celestial coisa, “a Igreja de Deus.” A cruz de Cristo eliminou a distinção entre Judeus e gentios aos crentes desse evangelho (Gl 3:28). Aqueles que creem neste evangelho não mais fazem parte dos dois grupos a que pertenciam, mas são agora uma parte da Igreja. Agora se a Igreja fosse ficar sobre a Terra durante a tribulação, como haveria lá também o remanescente Judeu crente? Se a cada vez que um Judeu crê no evangelho ele se torna parte da Igreja [no que todos concordam], como então poderia ser formado um remanescente Judeu como a Escritura nos diz que haverá? Isto mostra que não pode haver, ao mesmo tempo na Terra, a Igreja e o remanescente Judeu.

11) Não Há Instruções Para Cristãos na Tribulação


11) Não Há Instruções Para Cristãos na Tribulação

Em Mateus 24:16-26 e em outras referências à tribulação, aqueles que são chamados a fugir são claramente Judeus e não Cristãos. Se fosse para os Cristãos passarem na tribulação, por que não há instruções dadas a eles quanto a como se prepararem e se comportarem nela? A resposta óbvia é que não haverá sequer um Cristão na tribulação.
É verdade que milhares irão se converter a Deus em fé durante aquele tempo (Ap 7:9-17), mas eles não são Cristãos. Serão nascidos de novo e serão parte da família de Deus, mas um Cristão é um que foi chamado para fora de ambos, Judeus e gentios, pelo evangelho para passar a eternidade com Cristo no céu. Os que se converterem a Deus na tribulação e saírem dela depois de que os sete anos se findarem, compartilharão das bênçãos do Reino de Cristo na Terra. A porção dos Cristãos é celestial; a porção deles é terrena.

10) A Vinda de Cristo Para Seus Santos Ocorre Antes do Fim dos Tempos


10) A Vinda de Cristo Para Seus Santos Ocorre Antes do Fim dos Tempos

Primeira Coríntios 15:23-24 diz, “Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na Sua vinda. Depois, virá o fim”. Note a ordem. Cristo ressuscita primeiro, seguido pelos que são Seus na Sua vinda [que acontece no Arrebatamento – 1 Ts 4:15-18]; depois vem “o fim”. O “fim” acontece depois da vinda do Senhor para os que são Seus. Este é um termo que se refere a tudo que em geral acontecerá no fim dos tempos. Isso, certamente, inclui a tribulação (Mt 13:39, 24:3-14; Dn 11:40, 12:4, 8, 9, 13). O que poderia ser mais claro? O povo do Senhor é levado ao céu antes de o fim vir com todos os seus julgamentos.

9) O Espírito de Deus Deve Ser Levado Antes


9) O Espírito de Deus Deve Ser Levado Antes

Segunda a Tessalonicenses 2:6-12 mostra essa mesma ordem, porém, sob outra perspectiva. É dito, “Porque já o mistério da injustiça opera; somente há Um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo”. Estes versículos mostram que o curso do mal neste mundo está sendo hoje limitado de alcançar seu ápice por causa presença e poder do Espírito Santo na Terra. Quando o Espírito “partir” da Terra no Arrebatamento, então, e só então, “o iníquo” [anticristo] irá se levantar e liderar muitos. Outra vez, a ordem é simples. Há primeiro a saída do Espírito no Arrebatamento (v. 7), e depois a caída de muitos liderados pelo anticristo na tribulação.
Alguns podem fazer a pergunta, “Como sabemos quando o Espírito será tirado?” Cremos ser evidente, pelas três seguintes Escrituras, que é no Arrebatamento (Jo 14:16-17). O Senhor prometeu a Seus discípulos, na noite de Sua traição, que quando o Espírito de Deus viesse para fazer Sua morada na Igreja (At 2), isso seria para sempre. Quando a Igreja é chamada para fora deste mundo no Arrebatamento, o Espírito de Deus irá também porque o Senhor disse que Ele [o Espírito] nunca os iria deixar. Isto é também visto no livro de Apocalipse. Nos primeiros três capítulos quando a Igreja é vista como estando na Terra, o Espírito é visto repetidamente falando à Igreja. Mas depois do capítulo 4:1-2, quando a Igreja é vista tirada do mundo para o céu, o Espírito não é mencionado outra vez até o capítulo 14:13 e 22:17, que refere ao tempo após a tribulação. Também compare os capítulos 2:7, 11, 17, 29, 3:6, 13, 22, com o capítulo 13:9. Note marcante ausência da menção do Espírito. Novamente isto é visto tipicamente em Gênesis 24 onde é buscada uma noiva [um tipo da Igreja] para Isaque [um tipo de Cristo] pelo servo [um tipo do Espírito de Deus]. Uma vez que a noiva foi garantida pelo servo, ele a levou de sua casa para Isaque que estava esperando por ela. Assim como o servo foi para casa com a noiva, assim irá o Espírito Santo vai para o céu com a Igreja quando o Senhor vier. Isto não significa que o Espírito de Deus cessa Seu trabalho na Terra. Ele continuará a trabalhar na Terra do céu como fez nos tempos Velho Testamento, vivificando almas, etc. Estes versículos mostram que quando a Igreja é chamada para fora deste mundo no Arrebatamento, o Espírito não mais habitará na Terra.

8) A Saída é Antes da Caída


8) A Saída é Antes da Caída

Em Segunda a Tessalonicenses 2:1-5, o apóstolo Paulo outra vez coloca “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com Ele” [o Arrebatamento], como acontecendo antes do surgimento do anticristo e da “apostasia” na tribulação. A ordem é simples. Há primeiro a saída da Igreja (v. 1) depois a caída da Cristandade (vs. 3-4) ao seguir o “homem do pecado” [anticristo].
Os crentes Tessalonicenses estavam passando por perseguições por sua fé em Cristo (2 Ts 1:4-5). Falsos mestres tinham entrado entre eles (v. 2) ensinando que “o dia do Senhor” e o juízo com ele conectado estava próximo. Esse ensinamento perturbou os crentes. Esses falsos mestres ensinaram que tinham que passar pelos horrores da tribulação. O apóstolo Paulo escreveu esta segunda epístola para expor o mau ensinamento. Ensinaram a eles que “o dia do Senhor” não poderia alcançá-los porque duas coisas tinham que acontecer antes; a revelação do “homem do pecado” [o anticristo] e a grande apostasia após ele.
Algumas pessoas tiveram a ideia de que “o dia do Senhor” é o Arrebatamento. Não há, entretanto, qualquer Escritura para isto. “O dia do Senhor” é o dia de juízo que começa na Aparição de Cristo, no final da tribulação. É o tempo quando o Senhor intervirá publicamente sobre os caminhos do homem, defendendo Seu poder universal e domínio sobre os céus e a Terra; “O dia do Senhor” continuará durante todo o tempo de 1.000 anos do Reino de Cristo; quando [o fim do dia do Senhor] os céus e a Terra se desfarão (2 Pe 3:8-10).

7) O Alarido é Antes da Proclamação de Paz e Segurança


7) O Alarido é Antes da Proclamação de Paz e Segurança

O apóstolo Paulo em sua epístola aos Tessalonicenses, claramente coloca o Arrebatamento (1 Ts 4:15-18) acontecendo antes do tempo da tribulação, quando “paz e segurança” serão prometidas pela besta, o Império Romano revivido (1 Ts 5:1-3).
Outrossim, uma leitura minuciosa da passagem mostrará que aqueles “arrebatados” são mencionados como uma classe diferente de pessoas daquelas a quem são prometidas “paz e segurança” na tribulação. Isto é indicado pela mudança da primeira pessoa do plural para a terceira pessoa do plural. As palavras mudam de “nós” e “nos” [quando se referindo aos levados no Arrebatamento] para “eles” e “os” [quando se referindo àqueles a quem são prometidas paz e segurança]. Assim temos duas classes de pessoas. Os arrebatados – a Igreja (1 Ts 4:15-18) e aqueles que devem passar pelo tempo da tribulação.
Paulo, sendo um Cristão, se coloca com aqueles que devem estar na Terra quando o Senhor vier [o Arrebatamento], dizendo “nós”. Mas é interessante notar que ele não se refere a si mesmo entre os que estariam na Terra durante o tempo quando “paz e segurança” serão prometidas pela besta. Isso porque ele procurou estabelecer a esperança da vinda do Senhor diante dos santos como uma coisa iminente.

6) Deus Não Destinou a Igreja Para a Ira


6) Deus Não Destinou a Igreja Para a Ira

Primeira Tessalonicenses 5:9 diz, “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo”.
O aspecto da salvação neste versículo não é a salvação da alma, pois salvação da alma o Cristão já tem. Há, entretanto, outro aspecto da salvação na Bíblia que é uma coisa futura. Por exemplo, a Palavra de Deus diz, “porque a nossa salvação está, agora, mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado.” (Rm 13:11-12, veja também Rm 5:9, 8:23-25; Ef 4:30; Hb 9:28; 1 Pe 1:5) Este aspecto da salvação é a salvação de nossos corpos, quando o Senhor vem e nos tira deste mundo “Esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu corpo glorioso, segundo o Seu eficaz poder de sujeitar também a Si todas as coisas. (Fl 3:20-21; 1 Co 15:51-56)
O versículo em Primeira a Tessalonicenses nos fala que a Igreja foi destinada para obter esta salvação e não a ira que está para vir sobre o mundo.

5) À Igreja Foi Prometido Livramento da Futura Ira de Deus


5) À Igreja Foi Prometido Livramento da Futura Ira de Deus

À Igreja foi dito para “esperar dos céus a Seu Filho, a Quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1 Ts 1:9-10)
Há uma “ira” vindo sobre este mundo. É o juízo que irá ser derramado na tribulação. Ela é mencionada 10 vezes no livro de Apocalipse. Capítulo 6:16, 17, 11:18, 14:10, 19, 15:1, 7, 16:1, 19, 19:15. Note que todas essas referências estão depois de Apocalipse 4:1, onde a Igreja é vista acima no céu. Isto mostra que a Igreja já terá partido quando os juízos da tribulação forem derramados. O Senhor Jesus a libertará disso antes da ira cair. Compare também Rm 5:9.

4) O Livramento da Igreja é Diferente do Livramento de Israel


4) O Livramento da Igreja é Diferente do Livramento de Israel

Em Apocalipse 3:10 é prometido à Igreja que será salva “fora” (JND) da hora de provação vindoura. O próximo versículo (11) mostra como: “Eis que venho sem demora.” (ARA) Isto se refere à vinda do Senhor [Arrebatamento]. Não há tal promessa para Israel. De Israel, por outro lado, é falado sobre ser salvo “na” tribulação (Jr 14:8). Deus irá graciosamente preservar um remanescente piedoso deles durante a tribulação.

3) O Esboço do Livro de Apocalipse Mostra Que a Igreja Não Estará na Terra Durante a Tribulação


3) O Esboço do Livro de Apocalipse Mostra Que a Igreja Não Estará na Terra Durante a Tribulação

Obtendo um esboço simples do livro do Apocalipse, aprendemos vários pontos que claramente mostram que a Igreja não irá estar na Terra quando juízos da tribulação forem derramados. Há três divisões gerais do livro dadas no capítulo 1:19. “As coisas que tens visto” referem-se ao que o apóstolo João viu no capítulo 1. “As que são” referem-se aos capítulos 2 e 3, que contêm as mensagens do Senhor às sete Igrejas, sendo uma história moral da Igreja na Terra, desde o tempo dos apóstolos até seus últimos dias. Então a terceira “as que depois destas hão de acontecer”, referem-se aos capítulos 4 a 22, onde a tribulação é descrita. Esta terceira divisão é chamada “depois destas coisas” (Ap 4:1) porque trata com coisas que terão lugar depois do período da Igreja esboçado nos capítulos 2 e 3. É instrutivo ver que depois dos capítulos 2 e 3, a porta no céu se abre e João é chamado: “Sobe para aqui” (Ap 4:1 - ATB). Isso é uma pequena figura da Igreja sendo chamada acima para o céu após ter acabado seu curso aqui na Terra, pela vinda do Senhor [o Arrebatamento]. Do capítulo 4 ao fim do livro, a Igreja não é mais vista na Terra. Quando os juízos da tribulação são derramados do capítulo 6 ao 19, a Igreja não é mencionada sequer uma vez!
Também aqueles que irão ser martirizados por sua fidelidade durante a tribulação, mostram, pelo caráter de suas orações, que eles não são Cristãos (Ap 6:9-10). Primeiramente, o modo como eles se dirigem a Deus como “verdadeiro e santo Dominador” mostra claramente que não são Cristãos. Os Cristãos se dirigem a Deus como Pai (Ef 1:2; Cl 1:2). Em segundo lugar, eles oram por vingança aos habitantes da Terra que os perseguiram. Isto é correto e próprio para um Judeu [isto é, os Salmos Imprecatórios], mas certamente não é a atitude de um Cristão. O Cristão abençoa os que o maldizem e ora pelos que o aborrecem (Lc 6:27-28), mas não invoca juízo sobre seus perseguidores (Rm 12:19-21).
No capítulo 7 nos é dito quem desponta no fim da tribulação. Os eleitos de Israel (vs. 1-8) e a grande multidão de gentios (vs. 9-17). Mas não há menção da Igreja. Ela não desponta na tribulação porque ela não passa pela tribulação. A Igreja é chamada para o céu antes que a tribulação comece (Ap 4:1).
Note também que, quando a Igreja é vista na Terra, nos capítulos 2 e 3, a expressão “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” é repetida várias vezes. Mas depois que a Igreja é vista como removida (Ap 4:1), quando a tribulação está transcorrendo, a expressão é um tanto alterada. É dito, “se alguém tem ouvidos, ouça.” (Ap 13:9) A frase “o que o Espírito diz às igrejas” é propositadamente excluída! A razão óbvia por isso é que a Igreja é considerada como já removida. O Espírito não está mais Se dirigindo à Igreja porque ela é vista como não estando mais na Terra.
Então finalmente, no capítulo 19:11-21 no fim da tribulação, vemos a Igreja com todas as hostes dos santos celestiais vindo dos céus com o Senhor em guerra. Se eles não tivessem sido tirados anteriormente, como eles foram para lá para estar aptos a voltar com o Senhor em Sua vinda [a Aparição]? Isso mostra que eles tinham que ter sido levados para o céu antes e a única referência a qualquer coisa como isso está no capítulo 4:1. E isto, como já mostramos, é antes de a tribulação começar.
Além disso, se todos os santos crentes são levados para estar com o Senhor ao fim da tribulação, como algumas pessoas acreditam, então quem será deixado para povoar a Terra no Milênio? Com os perversos sendo lançados em eterna punição, a Terra ficaria vazia de pessoas! [porque sabemos que os santos arrebatados para estarem com o Senhor nos ares não voltarão para viverem na Terra. Irão reinar acima da Terra”] (Ap 5:10 – JND; Dn 7:22, 27; 2 Co 5:1).

2) A Igreja Não é o Assunto da Profecia


2) A Igreja Não é o Assunto da Profecia

Profecia, propriamente dita, não tem nada a ver com a Igreja, mas com Cristo e Suas condutas com Israel e as nações gentias que passam pela tribulação para o Milênio. As sete semanas de Daniel (Dn 9:24-27) claramente mostram que os eventos concernentes a Israel e a profecia tiveram uma pausa no fim da 69a semana, quando os Judeus “cortaram” seu Messias, crucificando-O. Ainda há sete anos [a 70a semana] a ser cumpridos em profecia concernente a Israel; isto não acontecerá até que Deus reata relações com eles novamente no dia futuro. Estamos agora no período em que Deus está chamando para fora tanto dentre os Judeus quando dentre os gentios, um povo para Si (At 15:14). Profecia sobre tribulação não tem relação com este tempo. É uma má compreensão da Escritura profética quando estudantes da Bíblia tentam correlacionar eventos acontecendo hoje [no período da Igreja] com eventos proféticos, supondo que estão sendo cumpridos agora.

1) A Tribulação nunca é mencionada em conexão com a Igreja


1) A Tribulação nunca é mencionada em conexão com a Igreja

oito principais passagens na Escritura que diretamente fala da tribulação (Mt 24:3-29; Mc 13:4-24; Ap 3:10, 7:14-17; Dt 4:30-31; Jr 14:8, 30:4-7; Dn 12:1).
Em Mateus 24 e Marcos 13 o Senhor estava falando aos Seus discípulos Judeus que são representativos dos crentes Judeus [o remanescente piedoso] que estarão na tribulação. Isto é evidenciado pelos comentários do Senhor a eles ao instrui-los o que fazer quando o templo e lugar santo iriam ser corrompidos pela abominação da desolação (v. 15). Ele falou sobre a terra da Judéia (v. 16), sobre o dia do sábado (v. 20), sobre as tribos de Israel sendo reunidas (vs. 30-31) e sobre a figueira – um bem conhecido símbolo de Israel (v. 32). Ele também falou da “vinda do Filho do Homem,” que é um título usado na Escritura da conduta do Senhor com Israel e as nações gentias da Terra. [Quando da Sua vinda para a Igreja – o Arrebatamento é mencionado, Ele é citado como o Senhor ou o Noivo]. Todas essas coisas indicam que Ele não estava se referindo a Cristãos. Os Cristãos não têm nenhuma relação com um templo físico e um lugar santo. Nem têm qualquer relação com o dia do Sábado, etc. Isto se aplica, obviamente, aos Judeus.
Apocalipse 3:10 fala sobre a tribulação vindo sobre o mundo, mas não a Igreja.
Apocalipse 7:14 a tribulação é mencionada em conexão com as nações gentias (Ap 7:9).
Em Deuteronômio 4:30-31 a tribulação é mencionada em conexão com Israel (Dt 4:1).
Em Jeremias 30:4-7, a tribulação é referida como “tempo de angústia de Jacó”. Também diz que estas coisas são concernentes a Israel e Judá.
Em Daniel 12:1 duas vezes é dito que “um tempo de angústia” [a tribulação] virá sobre “o Teu povo”. O povo de Daniel era os Judeus.
Estas referências mostram que a tribulação tem a ver com Israel e as nações gentias da Terra. Em cada passagem a Igreja não é sequer uma vez mencionada! Como podem, então, as pessoas dizerem que a Igreja tem relação com a tribulação, quando isto não é sequer uma vez mencionado na Bíblia? Só este fato deveria ser suficiente para convencer qualquer mente disposta de que a Igreja não passará pela tribulação.
Conforme prosseguirmos, ficará progressivamente evidente que a maior parte das dificuldades que as pessoas têm neste assunto deriva de não distinguir entre Israel e a Igreja. Este tem sido um problema de longo tempo entre os Cristãos e pode ser rastreado até os séculos iniciais da história da Igreja onde mestres judaizantes ensinaram que a Igreja e Israel se fundiram [conhecidos hoje como “Amilenismo” ou “Teologia do Pacto”]. Este sistema de ensino não vê a verdadeira natureza, chamado, caráter e esperança da Igreja como pertencendo ao céu. Em vez disso, tudo é alegado ser uma coisa terrena, o que é a porção de Israel. Há traduções da Bíblia [como a NVI] que não tem ajudado muito nesse assunto. Por exemplo, Efésios 3:6 é traduzido, “pelo evangelho os gentios são herdeiros juntamente com Israel”. Sem nenhuma autoridade dos manuscritos Gregos, os tradutores acrescentam “com Israel”. Isto é grandemente porque alguns dos que fizeram o trabalho de tradução sustentam esses ensinamentos errados e permitiram que suas doutrinas se rastejassem para dentro do texto. Entretanto, não é com Israel que os crentes, dentre os gentios nos dias da graça, são herdeiros, mas com Cristo e todos os redimidos que estão em Cristo (Rm 8:17).
Fundado em Sua obra perfeita na cruz e Sua ressurreição e ascensão em glória, Deus começou toda uma nova ordem de coisas conhecidas como a Igreja. Isto começa em Pentecostes (At 2:1-4, 47, 5:11, 11:5 “princípio”). A palavra Igreja [Ekklesia no grego] significa “chamada para fora” e apropriadamente descreve o que Deus está presentemente fazendo ao chamar crentes para fora, tanto de Judeus como de gentios. Pela virtude do Espírito descendo ao mundo fazendo habitação naquela companhia de crentes no dia de Pentecostes, Ele os uniu a Cristo, a Cabeça e desde então aquela nova e celestial coisa foi formada (1 Co 12:13; At 15:14; Ef 1:13). Isto é visto claramente na conversão de Saulo de Tarso. Quando ele foi salvo a Escritura diz que foi levado para fora de entre as pessoas [Israel] e as nações [gentios] e foi colocado em uma posição inteiramente nova diante de Deus como um membro do corpo de Cristo. Ele foi então mandado para pregar o evangelho àqueles entre as nações que por crerem em Cristo, também pudessem ser trazidos para essa nova posição de privilégio e bênção (At 26:17-18).
Isso mostra que a Igreja é algo distintamente diferente de Israel. Quando lemos as Escrituras é importante não confundir as distintas bênçãos, privilégios, esperanças e destinos de cada uma.

APÊNDICE “C” - A Igreja NÃO Irá Passar Pela TRIBULAÇÃO


APÊNDICE “C”

A Igreja NÃO Irá Passar Pela TRIBULAÇÃO

Damos agora os seguintes pontos das Escrituras que confirmam que a Igreja não irá passar pela tribulação.

16) Josué 3-4


16) Josué 3-4

Talvez haja outra indicação de 2.000 anos sugerida na narrativa da entrada de Israel na terra de Canaã nos tempos de Josué (Js 3-4). A ordem na qual entram na terra é interessante. Primeiro “a arca de Deus” [um tipo de Cristo] passou pelo rio Jordão [uma figura da morte]. Isso fala de Cristo passando pela morte. Então, 2.000 cúbitos depois da arca, veio Israel, que passou para a terra (Js 3:3-4). Se os 2.000 cúbitos puderem ser aplicados a este tempo presente da graça, podemos ver que Israel será trazida para sua terra para bênção aproximadamente 2.000 anos depois da morte de Cristo.
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Estas encorajantes indicações devem nos levar a uma feliz expectativa da vinda do Senhor para nós a qualquer momento. “Pois ainda em bem pouco tempo Aquele que há de vir, virá, e não tardará”. “Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!” (Hb 10:37 - ATB; Ap 22:20).
O mundo diz “Onde está a promessa da Sua vinda?” (2 Pe 3:4)
A Cristandade diz, “O meu Senhor tarda em vir” (Lc 12:45)
O crente que está vigiando e esperando diz, “Ora, vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20)

Ele e eu, em glória radiante,
Profundo júbilo desfrutar,
O meu, com Ele doravante
E o d'Ele, ter-me em seu lar.

15) Ester 1-10


15) Ester 1-10

Quando Deus removeu Sua sede de governo na Terra das mãos de Israel, Ele a deu nas mãos dos gentios. Este período de autoridade gentia é chamado “o tempo dos gentios” (Luc 21:24). Os vários monarcas gentios que governaram durante esse tempo foram indiretamente uma extensão da autoridade de Deus na Terra. No livro de Ester, o rei Assuero governou naquele lugar de autoridade sobre o mundo conhecido daquele tempo, desde a Índia até a Etiópia. Ele é um tipo de Deus o Qual governa este mundo por detrás dos bastidores (Dn 4:17).
O primeiro capítulo de Ester nos fala que o rei Assuero fez uma festa “a todos” desde “o maior até ao menor” (Et 1:1-5). Esta é uma figura da grande festa que Deus fez para toda a humanidade pelo evangelho da Sua graça (Compare Lc 14:16). O propósito da Festa de Assuero foi para mostrar “as riquezas da glória do seu reino” e “o esplendor da sua excelente grandeza”. O evangelho também anuncia a glória de Deus e “as riquezas da Sua graça, pela Sua benignidade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2:7). Exatamente como a festa de Assuero durou “muitos dias” Deus, em Seu longânime amor e misericórdia, estendeu o convite para Sua festa por muitos dias – aproximadamente dois mil anos. Os convidados que vieram para a festa que Assuero fez foram chamados “príncipes e ... maiores senhores” e do mesmo modo, aqueles que aceitam o convite de Deus à festa de Seu evangelho são igualmente chamados de “reis e sacerdotes” (Ap 1:6).
Na festa o rei proveu “leitos que eram de ouro e de prata” para que os hóspedes repousarem (Et 1:6-8). Prata e ouro na escritura são símbolos da redenção e justiça divina. Essas duas coisas dão ao crente um lugar de descanso quanto à salvação (Mt 11:28). Consequentemente, ele tem paz na presença de Deus. Havia também belos “pendentes” coloridos na festa para os convidados desfrutarem. Sendo suspensos acima por “anéis de prata,” estes pendentes são um tipo das bênçãos celestiais dos Cristãos que foram feitas suas por meio da redenção (Ef 1:3). Mais que isso, o rei serviu aos hóspedes “muito vinho real”. Isso fala do gozo que Deus dá àqueles que recebem e creem no evangelho de Sua graça (Jd 9:13; Sl 104:15).
A gentia rainha Vasti, que tinha um lugar muito privilegiado no reino sendo associada com o rei publicamente, foi também convidada para a festa. Ela deveria contribuir com a glória do rei ao mostrar ao povo a sua beleza. Mas quando foi chamada, se “recusou” a vir porque seu coração se elevou em orgulho e rebelião (Et 1:9-12, compare Ap 18:7). Ela gostava do lugar que tinha publicamente, associada com o rei, mas não se identificava com a festa dele. Vasti é um tipo da Cristandade professa que tem sido externamente identificada com Deus diante do mundo. A Cristandade apóstata teve a maior oportunidade de receber a salvação e a bênção que está sendo oferecida no evangelho, mas como Vasti, não quer ter nada a ver com a Sua glória.
No último dia da festa (Et 1:5, 10) a rebelião de Vasti veio à tona e devido à sua desobediência e falha em se mostrar de um modo que glorificasse o rei, ela foi deposta de seu lugar como rainha (Et 1:13-22). Isso é uma prefiguração do que acontecerá para a Cristandade professante apóstata no fim do dia da graça. A rebelião e desobediência da Cristandade subiu a um nível onde Deus não irá mais tolerá-la. Quando o Senhor vier [Arrebatamento], Ele não irá apenas tomar os verdadeiros para o céu, mas Ele irá também rejeitar publicamente a Cristandade professante apóstata. Ele irá “vomitar” a coisa toda de Sua boca (Ap 3:16). A Cristandade, como Vasti, será “cortada” e deixada de lado nos tratos de Deus (Rm 11:17-22). Como Vasti experimentou a “ira do rei” (Et 2:1), assim a Cristandade será julgada. Isto por conta de sua falha em glorificar a Deus na Terra. Depois de deposta, Vasti não teve oportunidade de voltar ao lugar de privilégio anteriormente ocupado, e a Cristandade também não será restaurada ao seu presente lugar de privilégio.
O exercício no capítulo dois é o de trazer uma substituta para Vasti. No processo de encontrá-la, Ester entra em cena (Et 2:1-7). Ela é um tipo remanescente Judeu piedoso. Romanos 11 indica que quando a Cristandade gentia for rejeitada e colocada de lado por sua infidelidade, Deus irá reatar com Israel novamente e conduzi-los à bênção. Sendo órfã, Ester não tinha apoio no mundo e isso descreve apropriadamente o caráter desamparado do piedoso remanescente de Judeus na tribulação vindoura.
Eles serão totalmente dependentes de Deus. Embora Ester fosse órfã ela foi adotada e cuidada por Mardoqueu seu primo. Ele é um tipo de Cristo que providencialmente cuidou do remanescente Judeu e irá continuar a cuidar deles no vindouro período dos sete anos de tribulação.
Antes que Ester pudesse ser trazida em relação com o rei, ela tinha que passar pela purificação (Et 2:8-14). Isso fala dos resultados dos exercícios que o remanescente Judeu irá passar durante a grande tribulação. Durante aquele tempo, eles serão purificados e preparados para Seu Rei (Dn 2:10; Ml 3:2-4; Zc 13:9). Durante o período de purificação de Ester, Mardoqueu teve grande interesse no bem-estar dela (Et 2:11). Embora ele não pudesse se comunicar abertamente com ela, porque o tempo de purificação dela ainda não estava completo, ele passava todo dia pelo lugar onde ela estava para saber como ela estava. Do mesmo modo, durante a grande tribulação, Cristo não irá se comunicar diretamente com o remanescente Judeu, mas irá observar o progresso deles, com grande interesse, por assim dizer, à distância (Is 8:17, 18:4, 54:8; Ct 5:6; Gn 42:7, 23-24, 4:30). Ele irá fazer isto até que a obra de arrependimento e purificação esteja completa, quando, então, Ele irá Se revelar a eles.
O incidente no fim do segundo capítulo, com Mardoqueu cuidando do bem-estar do rei [quando Bigtã e Teres tentaram insurreição], ilustra como Cristo se importa pela glória de Deus e irá trabalhar por ela nos bastidores (Et 2:21-23).
No capítulo três vemos o Rei Assuero promovendo Hamã, o agagita no reino e dando-lhe um lugar acima de todos os príncipes. Hamã “o inimigo dos Judeus” é um tipo do anticristo. Sua promoção no reino indica o tempo quando Deus permitirá o anticristo subir a um lugar de proeminência e poder na Terra – particularmente na terra de Israel. Hamã usou seu lugar de poder para sua própria exaltação e exigiu que todos se inclinassem diante dele em reverência. E o anticristo [“o homem de pecado”] irá fazer o mesmo, demandando adoração divina para si próprio (2 Ts 2:3-4).
Contudo, Mardoqueu se recusou a inclinar-se a Hamã (Et 3:2). Do mesmo modo, o remanescente Judeu piedoso também irá se recusar a adorar o anticristo. Isso induziu o ódio de Hamã e este “procurou destruir a todos os judeus que havia em todo o reino” (Et 3:5-15). Isso é uma indicação da terrível perseguição na grande tribulação que o anticristo irá causar, numa tentativa de exterminar os Judeus tementes a Deus. Hamã tinha dez filhos que aparentemente lhe ajudaram em sua causa (Et 5:11, 14, 9:7-10), e talvez possa ser um tipo da confederação das dez nações da Europa ocidental chamada “a besta”, que irá ajudar o anticristo a impor a grande perseguição contra o remanescente piedoso. O rei deu a Hamã seu “anel” sinete, autorizando o perverso plano (Et 3:10), que fala de Deus permitindo o anticristo ter seu curso em perseguir o remanescente piedoso por um tempo. Ele permite isso para testar a sinceridade deles e aprofundar Sua obra neles.
Por causa dos perversos desígnios de Hamã, a vida dos Judeus estava em grande risco. Eles foram achados chorando e se lamentando em todas as províncias (Et 4:1-3). Isso é uma figura da tristeza e profundos exercícios de alma que o remanescente Judeu irá passar na grande tribulação. Mardoqueu também vestiu-se de um pano de saco com cinza, e saiu pelo meio da cidade, e clamou com grande e amargo clamor”. Isto ilustra os sentimentos de Cristo. Ele irá sentir com profunda compaixão tudo o que o remanescente irá passar no tempo de suas dificuldades. O livro dos Salmos particularmente ilustra os sofrimentos compassivos de Cristo com o remanescente.
Por conhecer a terrível condição de seu povo, Ester foi informada que deveria ir ter com o rei, e lhe pedisse, e suplicasse na sua presença pelo seu povo.” (Et 4:4-9) Mas isso era algo que ela não tinha feito antes e era temerosa em o fazer, porque ninguém podia se achegar à presença do rei por si mesmo sem ser morto. Isto fala do fato que as pessoas não podem chegar a Deus em seus próprios meios e termos. Entretanto, a lei era tal que se o rei levantasse “o cetro de ouro” a uma pessoa, o que representa graça divina, ela viveria e não morreria. Graça habilitou o homem a se aproximar de Deus (Et 4:10-11).
Mardoqueu, ainda falando a Ester à distância [por meio de Hataque], pressionou-a que se aproximasse do Rei, mesmo que isto significasse arriscar sua vida; pois este era o único meio de libertação de seu povo (Et 4:12-14). Assim, depois de muita oração e jejum, Ester resolveu ir ter com o rei (Ester 4:15-17). Do mesmo modo, o remanescente, depois de muito exercício de alma, se aproximará de Deus.
Quando Ester aproximou-se do rei depois de não ter estado em sua presença por muito tempo, ela alcançou graça aos seus olhos e o cetro de ouro foi apontado para ela (Ester 5:1-2). Do mesmo modo, o quebrado e aflito remanescente irá se aproximar de Deus em oração e súplicas e irá obter graça no tempo de sua grande prova. É notável que foi no “terceiro dia” que Ester se aproximou do rei. Na Escritura o número três nos fala de ressurreição (Jn 1:17, 2:10; Mt 12:40; Hb 11:19). Isso aponta para a ressurreição nacional de Israel (Dn 12:1-2), quando Deus virá para o remanescente Judeu piedoso, trazendo libertação a eles e a toda a nação de Israel (Compare Os 6:2).
Vindo à presença do rei, Ester não derramou imediatamente as profundezas de seu coração a ele. Ao invés disto ela solicitou que um banquete fosse feito para o rei e Hamã, em cuja ocasião, pensou em fazer sua real solicitação conhecida. Mas quando chegou o tempo, ela adiou sua solicitação ao rei até o dia seguinte (Et 5:3-14). Isso ilustra como o remanescente irá, a princípio, carecer de confiança para abrir seu coração para Deus, mas finalmente, por causa da diligência, fará assim (Compare Sl 25, 32, 41, 51 – os Salmos Penitenciais. Note a progressão de seus profundos exercícios de alma).
Na mesma noite que Hamã estava planejando matar Mardoqueu, o rei não conseguiu dormir. E similarmente, “Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.” (Sl 121:4) Isso será especialmente assim durante aquele tempo quando o anticristo tentar eliminar o Nome de Cristo da Terra. A noite passa com uma singular mudança de eventos para os Judeus. O rei vê que é hora de exaltar publicamente Mardoqueu e apresentá-lo em “vestido real” e com a “coroa real” diante de todo o povo! Quando o dia chegou, o menosprezado Mardoqueu, foi anunciado pelas ruas da cidade com glória, dignidade e honra para todos verem (Et 6:1-11). Isto é uma figura da Aparição de Cristo [a segunda vinda], quando Ele virá para a Terra com poder e glória; e “todo olho O verá” (Ap 1:7).
Quando Ester viu que a providência divina estava trabalhando para bem e para a benção dos Judeus e que o rei tinha exaltado a Mardoqueu diante do povo, veio imediatamente na sua presença ao banquete e derramou seu coração. Do mesmo modo, quando o remanescente Judeu piedoso vir a Cristo ornado em glória, eles irão imediatamente derramar seus corações (Zc 12:10-14). Ester acusou Hamã de sua perversidade e rogou ao rei pela destruição dele. O rei aceitou seu pedido e Hamã é pendurado em sua própria forca! (Ester 7:1-10) Isso corresponde ao tempo quando Deus responderá ao clamor do remanescente e julga o anticristo o júbilo dos ímpios é breve (Jó 20:5). Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás” (Is 54:17 – ARA).
Quão precisa é a ordem destes tipos! Mardoqueu é exaltado e apresentado diante do povo em vestes reais (Et 6) e então Hamã é enforcado (Et 7). Nas profecias vemos a mesma ordem. Imediatamente após Cristo aparecer em glória, o anticristo [com a besta] serão lançados no lado de fogo (Ap 19:11).
Depois de Hamã ser morto, Ester faz conhecido ao rei Assuero o parentesco dela com Mardoqueu. Do mesmo modo, após Cristo ter retornado e o anticristo julgado, o remanescente Judeu piedoso confessará que eles pertencem a Ele. Ó Senhor Deus nosso, outros senhores têm tido domínio sobre nós; mas, por Ti só, nos lembramos do Teu nome” (Is 26:13; Jo 20:28). Depois a casa de Hamã [sua propriedade] é dada a Ester e ela, com satisfação, transfere tudo a Mardoqueu (Et 8:1-2). Isto é uma figura dos Judeus naquele dia dando a Cristo, com satisfação, o justo lugar que Lhe pertence. O Teu povo se apresentará voluntariamente no dia do Teu poder” (Sl 110:3).
“E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado a Hamã, e o deu a Mardoqueu.” Isso fala de Deus dando a Cristo o lugar de governo na Terra que o anticristo falsamente tinha possuído (Compare com Is 22:15-25).
Depois, em resposta ao clamor de Ester, Mardoqueu, pela autoridade do rei, liberta os Judeus do terrível edito que estava sobre eles. Escreveu cartas autorizando a liberdade deles e as publicou em todas as províncias. Os Judeus estavam livres! (Et 8:3-14) Isso prefigura o livramento que Cristo irá efetuar para o remanescente Judeu.
Então, Então, Mardoqueu saiu da presença do rei com uma veste real azul celeste e branca, como também com uma grande coroa de ouro e com uma capa de linho fino e púrpura” (Et 8:15, 9:3-4, 10:3). Isso é um tipo de Cristo em Seu oficial Reino de gloria. Para os Judeus, consequentemente, houve “alegria, e gozo, e honra” (Et 8:16) e isso, certamente, se refere ao gozo do remanescente naquele dia de sua libertação (Is 25-26).
O temor de Mardoqueu e dos Judeus veio sobre todos, e “muitos, entre os povos da terra, se fizeram judeus” (Et 8:17, 9:3). No Milênio [os 1.000 anos do Reino de Cristo] “muitas nações se ajuntarão ao Senhor” (Zc 2:11, 8:23). “Os povos [os gentios] de coração voluntário se uniram, com o povo de Abraão” (Sl 47:9 – nota na Bíblia JND).
Se isso não fosse suficiente, “a palavra do rei e sua ordem” deu autoridade aos Judeus que “se assenhorearam” sobre seus inimigos [gentios] (Et 9:1-4). Isto é uma figura de Israel sendo colocado no lugar de “cabeça” das nações, que é o propósito original de Deus para eles (Dt 28:13, Sl 18:43).
Os Judeus também “Feriram, ... a todos os seus inimigos, a golpes de espada” (Et 9:5-19). Nesse dia vindouro Israel exercerá juízo sobre as nações vizinhas à sua terra (Sl 47:3, 118:10-12; Is 11:14; Jr 51:20-23; Mq 4:13, 5:5-6, 8; Zc 12:6; Ml 4:3).
Depois disso, Mardoqueu instituiu a “festa” [chamada “Purim”] em que “os Judeus tiveram repouso” em todas as províncias do reino (Et 9:20-32). Eles davam presentes uns aos outros e tinham grande alegria, banquetes e júbilo. Isto fala do repouso milenar que irá permear a Terra naquele dia.
O rei Assuero então ordenou um “tributo sobre a terra e sobre as ilhas do mar.” (Et 10:1) Naquele dia vindouro quando todas as nações se submeterem a Israel, serão colocados sob tributo. Israel irá absorver “as riquezas dos gentios” (Is 60:5-6, 16, 61:6; Sl 72:10).
Depois disso, o rei fez uma “declaração da grandeza de Mardoqueu” (Et 10:2). Isso se refere ao tempo em que a glória de Cristo será espalhada pela Terra. “Este será grande” (Lc 1:32; Nm 14:21; Ez 43:2).
Daí em diante Mardoqueu foi “o segundo depois do rei” e na sua ocupação “procurando o bem-estar do seu povo, e falando de paz para toda a sua semente” (Et 10:3 - JND) No mundo vindouro, Cristo irá ter o mais elevado lugar no Reino e devotará Suas energias para abençoar Seu povo terreno, Israel, e haverá paz mundial.